Associação Projeto Vitó pediu especial atenção das autoridades à Reserva dos ilhéus Rombo

22 de janeiro de 2021

Ilhéu de Cima - Rombo. [foto: projeto Vitó]
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A associação ambientalista Projeto Vitó pediu hoje uma “especial atenção” das autoridades cabo-verdianas à Reserva dos ilhéus Rombo, entre as ilhas do Fogo e Brava, onde esta semana morreram três pescadores, elevando para quatro em um ano.

A associação Projeto Vitó, com base na ilha do Fogo, fez este apelo após a morte na madrugada de terça-feira de três pescadores nos ilhéus Rombo, perto da ilha Brava, e até agora só um dos corpos foi resgatado.

Os ilhéus Rombo ou ilhéus Seco situam-se a oito quilómetros a noroeste da ilha Brava, a mais pequena e a mais a sul do arquipélago de Cabo Verde, e a 15 quilómetros a oeste da vizinha ilha do Fogo, e são usados para pesca, embora sejam classificados como reserva natural protegida.

Para o projeto Vitó, coordenado por Herculano Dinis, “é urgente” a elaboração e implementação do plano de gestão desta reserva integral com um enfoque, muito especial, no apoio aos pescadores que diariamente trabalham nesta 

Em agosto de 2019, o então ministro da Economia Marítima, José Gonçalves, disse que a lei que proíbe os pescadores e turistas ou visitantes de permanecerem nos ilhéus Rombos vai ser revista com o intuito de procurar uma “melhor solução” para todos.

A associação ambientalista salientou que os pescadores têm sido “um grande aliado” no trabalho de conservação, monitorização e investigação que desenvolve na Reserva Integral dos Rombos.
Entretanto, notou que os barcos de pesca artesanal não oferecem todas as condições de segurança, o que se agravou neste caso porque um dos pescadores não sabia nadar muito bem, os colegas não levaram coletes salva vidas e o mar está revolto.

A morte dos três pescadores esta semana elevou para quatro o número de óbitos envolvendo esses trabalhadores no canal Fogo e Brava em menos de um ano.

Até ao momento, apenas um dos corpos foi resgatado, enquanto os outros dois já foram avistados pelas autoridades cabo-verdianas, mas estão em locais de difícil acesso e o mar continua agitado naquela região mais a sul do arquipélago.

Lusa

 



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