Estado pode entrar no capital social de empresas privadas para evitar a falência generalizada

02 de junho de 2021

Olavo Correia, Vice Primeiro-Ministro, Ministro das Finanças e do Fomento Empresarial e Ministro da Economia Digital
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O Estado pode entrar no capital social de empresas privadas para evitar a falência generalizada devido à pandemia da Covid-19, é uma possibilidade admitida pelo Vice Primeiro-ministro, na grande entrevista Discurso Direto, a propósito das moratórias bancárias que expiram em setembro próximo.

Olavo Correia lembra que as moratórias são um paliativo que apenas adia o prazo de pagamento e, por isso mesmo, urge encontrar uma solução definitiva para proteger o tecido económico porque o pior que pode acontecer é a sua destruição no fim da pandemia.

Até lá e enquanto se espera pelo fim da pandemia para conhecer a dimensão do impacto da Covid-19 o ministro das Finanças e do Fomento Empresarial admite que as moratórias vão continuar para lá de setembro mesmo que em moldes diferentes.

O Governo, no que respeita às finanças, está em várias frentes, a transformação das dividas externas em novos investimentos, a preparação de um orçamento retificativo ainda para este ano e preparação da proposta do Orçamento do Estado para 2022 que deve ser entregue ao Parlamento até outubro.

Outra questão imediata, o Vice Primeiro-ministro confirma que o Governo vai reintroduzir a questão do aumento do limite do endividamento interno para além dos atuais 3% do PIB. Recorda-se que no fim da legislatura anterior a pretensão do Governo para um aumento do limite na ordem de 4,5 do PIB fica pelo caminho com os votos contra da oposição.

Olavo Correia assegura, no Discurso Direto de segunda-feira à noite, que a proposta já existe, mas que a apresenta, primeiro, ao Parlamento e aos parceiros sociais.  



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