Julgamento do caso Luís Giovani continua no próximo mês de setembro

06 de julho de 2021

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O julgamento do caso do jovem  cabo-verdiano morto em Portugal Luís Giovani, continua no próximo mês de setembro. Ontem o pai do jovem, Joaquim Rodrigues, acompanhou toda a sessão do julgamento do estudante cabo-verdiano, no Tribunal de Bragança. No banco dos réus estão sete homens acusados de homicídio qualificado, depois de, segundo a acusação, terem agredido brutalmente o jovem no final de 2019.  

A sessão de ontem segundo o Repórter da RDP, Afonso de Sousa, pode ter sido uma das mais importantes com o pai de Giovani a confirmar em tribunal as últimas mensagens que o próprio trocou, com uma amiga nos Estados Unidos, pouco depois de ter sido agredido.

O pai de Giovani veio ao tribunal como assistente, apresentar ao coletivo de juízes as mensagens, que já haviam sido mostradas há duas semanas pelo advogado da família, e que relatavam uma conversa de Luís Giovani com uma amiga naquela noite fatídica.

Por causa da proveniência da mensagem ter sido apresentada, primeiro como oriunda do Menssager do Facebook, a manhã foi toda passada a tentar verificar a verdade desse facto, bastante contestado pela defesa dos acusados, À tarde, Joaquim Rodrigues trouxe outro dado: as mensagens foram trocadas pela plataforma Viber. Foi feita uma videochamada para a rapariga em causa, nos Estados Unidos, que enviou ao tribunal todas as conversas dessa noite que confirmam as últimas palavras de Luís Giovani.

Esta será a principal dúvida do caso. A defesa diz que a pancada que levou à morte de Giovani poderá ter sido provocada por uma queda e a acusação sustenta que foi uma paulada resultante das agressões. Ricardo Cavaleiro, advogado de um dos acusados, mantem dúvidas sobre a veracidade desta prova que só apareceu a meio do julgamento.
 
O pai de Giovani, Joaquim Rodrigues reafirma que confia nas decisões do tribunal e que estas mensagens, talvez a prova mais importante de todo o processo, são verdadeiras.

Entretanto, hoje o tribunal, decidiu por em liberdade todos os acusados porque 3 deles, atingiam o limite da prisão preventiva no próximo dia 17. No entanto ficam com a obrigação de se apresentarem à autoridade policial, duas vezes por semana e ficam também proibidos de saírem do concelho. O julgamento continua no próximo mês de setembro.



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